Arcoverde, PE - Brasil
Sobre
Nossa arte não nasce no palco. Nasce no terreiro, no chão batido, na fumaça da jurema e no suor de quem gira.Somos corpo-mata. A nossa essência é a encruzilhada entre o sagrado afro-indígena e a resistência periférica. Não fazemos espetáculo sobre cultura, nós somos a cultura em movimento. Cada apresentação é um ritual, cada ritual é um ato político de existir. O Caboclo que rompe o mato é metáfora e guia: ele abre caminho onde disseram que não havia passagem.Nosso corpo é arquivo e arma. Atuamos a partir da capoeira que esquiva, do maracatu que pisa forte, do afoxé que reza dançando, da gira que incorpora. O tronco verga como galho, os pés tocam a terra para ouvir os ancestrais, as mãos fecham e abrem como quem planta e colhe. Não é coreografia ensaiada, é corpo em estado de jurema: vibrante, coletivo, curador.Dançamos para lembrar. Cantamos para curar. Atuamos para que nenhuma mata seja derrubada dentro de nós.
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